sempre quis dizer do fundo do meu coração o quanto era boa a minha vida e sinto que o momento é agora. não que eu esteja incrivelmente feliz ou que tudo esteja perfeito. engraçado, mas não é isso.
o que me faz escrever é apenas a vontade de registrar esse momento como único. porque nesse exato momento, eu estou exatamente onde eu sempre quis estar. tudo que eu sempre quis, aquele querer verdadeiro e profundo, eu estou tendo. este é um momento, não é o fim da linha. não é agora deitar e morrer, já que consegui tudo. agora é cuidar da conquista e isso vai ser mais complicado do que ter chegado até aqui.
engraçado que eu me sinto feliz, mesmo sabendo que não sou feliz. é um sentimento estranho, como se eu tivesse tudo, gostasse de ter tudo, mas ainda assim...
texto estranho. vamos começar de novo.
estou muito contente com os últimos acontecimentos. depois de muitos anos de tentativas frustadas, consegui algo que sempre desejei. agora, manipulo isso com um carinho quase maternal, com um medo de que algo dê errado, mas com muito amor para fazer dar certo.
amor. acho que é essa a palavra que define a minha vida.
tudo que eu faço, tudo que eu desejo, tudo que eu me dedico tem amor no meio. minhas escolhas, acertadas ou não, envolvem o calor da paixão e a tranqüilidade do amor...
ainda está estranho esse texto. não sei bem sobre o que quero falar.
quero tentar reproduzir em palavrar os meus sentimentos, mas está complicado. meus sentimentos são dúbios, são confusos, são contraditórios. tenho todo o caos do mundo dentro de mim e isso me causa, da forma mais psicanalítica possível, um prazer e uma dor imensa.
prazer e dor de ser eu mesma. confusa, estranha, mutável, contraditória. sou praticamente o inconsciente, um id descontrolado, um superego acuado, um ego confuso.
Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. Não contaram pra nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada.
Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável.
Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um": duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável.
Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos.
Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto.
Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas.
Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém.
blog baseado numa música dos mutantes, chamada "o meu refrigerador não funciona". tem um monte de coisa na minha vida que não funciona, mas nem por isso ela deixa de ser bela. e debochada. assim como a música.
- ana carolina, mas me chame só de ana. 23 anos. subúrbio do rio de janeiro. futura psicóloga, cheia de trabalho pra fazer e matéria do faculdade pra estudar. e aqui, paz e liberdade para escrever o que realmente sinto. sem medo. sem vergonha. sem eufemismos.
- gosto de cinema, batata frita, fotografia, falar e fazer e ver sacanagem, sundae e milk-shake do bob's, do papai e da mamãe, de andar no meio da estrada de madrugada, de dormir abraçada com ele e de música boa que gruda na cabeça.
- não gosto de um monte de coisa. tirando as que todo mundo odeia, como a falsidade, a inveja e o bush, incluo o sentimento de propriedade, o capitalismo selvagem, gente recatada cheia de não-me-toques e de acordar com despertador.
- no cinema: muito sangue, violência gratuita, sexo, drama, romance piegas, terror, terrir, horror, trash, guerra, épico, fantasia, alucinógeno, suspense e tosqueiras em geral.
- na música: pop 80's e 90's, darkwave, industrial, synthpop, futurepop, ebm, trance, gothic rock, heavy metal, death metal, black metal, ethereal, new wave, pós-punk, música clássica, mpb e mais um monte de coisas inclassificáveis.
- na literatura: oscar wilde, machado de assis, álvares de azevedo, fernando e suas pessoas, edgar allan poe, e joão ubaldo ribeiro. pode ser em prosa, poema, romance, desde que seja bom já esá valendo.
meu passado me condena. o seu também, provavelmente.
sintam-se à vontade para entrar em contato. por aqui ou por ali.
Yeah
I feel good
Yeah
I feel lite
Now, you know that I'm no good alone
No good alone I miss you
Baby, tell me baby
Say you do baby
I know one thing you don't
Try my honey
Try to get someone lovin' baby
Try me late tonight
Don't say may be tonight, yeah
Try everything you want
Bu try me baby
I feel good
I feel lite, baby
Singing our song
Try my honey
I miss you
Don't wanna be alone
Come soon, baby
You gotta give someone love
O meu refrigerador não funciona
Eu tentei tudo
Eu tentei de tudo
Não funciona
Não, não, não
O meu, o meu
O meu refrigerador não funciona